Um projeto desenvolvido pelo professor Roberto Barros e pelos estudantes Cecília, de 13 anos, e Felipe, de 14 anos, da rede pública de Ararendá, tem se destacado por unir ciência, sustentabilidade e valorização da Caatinga. O grupo criou o BIO-TAB, uma pastilha efervescente desenvolvida para auxiliar na clarificação e sanitização da água armazenada em cisternas.
A iniciativa utiliza plantas típicas do semiárido, como a moringa e o juazeiro, conhecidas por suas propriedades naturais que podem contribuir para o tratamento da água. O objetivo é oferecer uma alternativa acessível, sustentável e de fácil utilização para famílias que dependem do armazenamento de água durante os períodos de estiagem.
Além da proposta de melhorar a qualidade da água, o projeto também evidencia o potencial da pesquisa científica dentro da escola pública. Desenvolvido em sala de aula, o BIO-TAB demonstra como o conhecimento pode ser transformado em soluções práticas para desafios enfrentados pelas comunidades do sertão.
O trabalho reforça ainda a importância do incentivo à educação, à inovação e ao protagonismo estudantil, mostrando que jovens pesquisadores podem contribuir para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à realidade do semiárido cearense.
