Editorial: ninguém teria culpa se cada um fizesse sua parte

Por várias vezes recebi mensagens de pessoas informando aglomerações clandestinas em Crateús, cobrando fiscalização efetiva, quer em piscinas, quer em bares, quer em localidades da zona rural, e até na casa do vizinho. Já outras reclamam das medidas de prevenção, acham rígidas demais, medidas essas que tiram a "normalidade" da vida. 

De um lado pessoas querendo se divertir, outras afetadas financeiramente por conta da pandemia e querem trabalhar, de outro pessoas assustadas, apontam irresponsabilidade daqueles que não encaram a pandemia como uma situação de emergência em saúde mundial, pessoas que antes diziam que isolamento social rígido não funcionavam mudando de ideia e até recomendando lockdown e pedindo pra ficar em casa. O ser humano realmente é instável e as opiniões mudam. 

Temos a tendencia a buscar um culpado, quem será? "A culpa é da China", "a culpa é do Camilo", "a culpa é do Bolsonaro", "a culpa é da vacina", "a culpa é da cloroquina", "a culpa é dos meus vizinhos".

 É um acusa alí que eu acuso aqui. Chega parecer egoísmo, a culpa é só dos outros pelos altos índices do coronavírus. Eu nunca vi ninguém dizer: "eu sou relaxado, preciso mudar, vou fazer minha parte". Seria bem diferente ouvir alguém falar isso, mas são sempre acusações e nada de atitudes. 

Não concorda que nós devemos cobrarmos de nós mesmos? Afinal podem ter mil lockdowns, se ninguém individualmente agir, não adiantará de nada. No final das contas as atitudes individuais influenciarão na situação de todos, quer para bem, quer para o mau.

Cada um tem suas "verdades", ninguém é obrigado a concordar com todo mundo. Mas "estamos todos no mesmo barco", e se em conjunto não mudarmos a direção, "o barco vai afundar com todo mundo dentro". Vamos apontar menos e fazer a nossa parte.

Tudo muda, a situação que estamos vivendo pode mudar, para melhor, e para pior. 

Não precisa repetir quais são as recomendações das autoridades.

NATHAN LOIOLA


 


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