SDA realiza visita técnica em projeto-piloto de saneamento rural em Monsenhor Tabosa



Os secretários executivos do Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), Marcos Jacinto, e de Agroecologia e Fomento Produtivo, Pedro Neto, realizaram visita técnica nas obras da primeira experiência de saneamento rural em áreas de reforma agrária. 

Ocorrida na terça-feira (1º), no Assentamento Santana, em Monsenhor Tabosa, a atividade teve como objetivo acompanhar a execução do projeto e fazer encaminhamentos com a comunidade local para a conclusão da obra, pioneira no Ceará e que foi desenvolvida após uma experiência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Hortaliças, sediada em Brasília (DF).

Implantado por meio da Coordenadoria do Abastecimento de Água e Esgotamento (Coagua) da SDA, o sistema de saneamento do Assentamento Santana vai beneficiar cerca de 110 famílias, com investimento da ordem de R$ 1,9 milhão.

Todas as residências terão ligações domiciliares de água e esgoto. Este segue para uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que permitirá o reúso da água para irrigação de forrageiras com produção de reserva alimentar para animais e, em um segundo momento, para irrigação de pomares de frutíferas.

“Nossa ideia é fazer uma parceria com uma universidade para análise da água após o tratamento antes de utilizá-la na irrigação”, afirma a coordenadora da Coagua, Odalea Severo, que esteve na visita acompanhada da técnica Lúcia Ferreira.

Sistema ReAqua

Denominado o Sistema de Tratamento de Esgoto para Comunidades Isoladas e Reúso de Águas Residuárias na Produção de Hortaliças (Sistema ReAqua), o sistema é configurado de modo a atender a três premissas básicas.

A primeira delas é ser de baixo custo e fácil operação (sem exigência de técnicos especializados). Depois, contar com elevada eficiência de remoção de carga orgânica e microbiológica, de forma a permitir o reúso do agrícola irrestrito da água ao final do tratamento.

A terceira premissa é que funcione em grande parte utilizando a gravidade para operação. Ele é composto de quatro fases: tratamento preliminar ou primário (gradeamento, caixa de gordura e desarenador), tratamento secundário (tanque séptico seguido de filtro aeróbio), tratamento terciário com filtração em brita e areias média e fina, e por último tratamento terciário de desinfecção por cloro.

Nota técnica da Embrapa indica que o sistema foi concebido, inicialmente, para atendimento a comunidades isoladas, como rurais e povos tradicionais (indígenas, quilombolas, etc). Conforme o documento, a tecnologia se aplica a qualquer tipo de terreno, desde que haja área necessária para a implantação da estrutura necessária.

“A equipe da Embrapa participa do projeto como consultora técnica e capacita a população local para operar e manter o piloto da estação de tratamento de esgotos (ETE). Até o momento, o sistema de esgotamento sanitário funciona apenas como protótipo na Empraba Hortaliças”, destacou o chefe-geral da Embrapa Hortaliças, Warley Marcos Nascimento.

‌Segundo Odaela, os próximos passos são as realizações de readequações no projeto a serem apresentadas na comunidade. Em seguida, o representante da Embrapa Hortaliças virá ao Ceará para novas reuniões com a SDA e a comunidade.

Assessoria de Comunicação

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