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Jovem de Poranga morre baleado após briga em boate no Distrito Federal

A vítima foi identificada na ocorrência como Ithallo Matias Gomes de 20 anos, morreu baleado após se envolver em uma briga com um policial militar do Distrito Federal na madrugada desta sexta-feira (28), na quadra 47 do Itapoã. O segundo sargento Carlos Eduardo Lopes Vidal é investigado no caso, tratado pela PCDF como homicídio. Ele se apresentou espontaneamente na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Foi ouvido e teve a arma apreendida. Argumentou, na ocasião, que reagiu a uma tentativa de roubo.

“No entanto, testemunha-chave do caso, que teria envolvimento com o PM, afirma que um mal-entendido gerou uma confusão generalizada e o policial recebeu um soco no rosto, oportunidade em que reagiu dando um tiro na vítima, que foi socorrida, mas morreu no hospital. O caso segue agora sendo apurado como homicídio e outras vítimas serão ouvidas ao longo do dia”, disse a delegada-chefe da 6ª DP, Jane Klébia.

Após ser baleado, o rapaz deu entrada no Hospital Regional do Paranoá, onde acabou morrendo. Uma jovem que compareceu à DP disse que o homem morava de favor na casa dela na quadra 01 do Condomínio Entre Lagos.

Após a liberação do sargento, uma equipe da 6ª DP esteve no local onde ocorreu o crime. O estabelecimento fica em cima da loja Rocca, com entrada pela parte de trás. Na porta, há uma inscrição intitulada “Secret”. O proprietário disse que a confusão ocorreu na boate e, em seguida, ocorreu o disparo de arma de fogo. Ele teria pedido para levassem a vítima ao hospital.

Na delegacia, o PM contou que é lotado no 20º Batalhão da PMDF, no Gama, há três meses. Afirmou ainda que chegou sozinho ao estabelecimento, por volta das 21h de quinta-feira (27), e permaneceu no local até as 1h de sexta. Neste período, segundo contou, fez uso de bebida alcoólica, mas de forma moderada.

Ainda conforme seu relato, quando se preparava para ir embora, um homem se aproximou e teria tentado roubar sua arma, que estava na cintura. Ele reagiu e segurou a mão do rapaz. No entanto, afirmou, o suposto suspeito conseguiu retirar a pistola da cintura do policial. Neste momento, enquanto ambos puxavam a pistola, ela teria disparado.

Ele afirmou que não tem certeza de quem acionou o gatilho. Houve pânico e gritaria na boate. O policial foi em seguida para a 6ª DP para comunicar o fato. Ele disse que, ate à chegada à delegacia, não sabia se o rapaz havia sido atingido.

Apontada pela polícia como testemunha-chave, uma mulher contou na DP que chegou ao local com um grupo e Carlos Eduardo teria ido ao local logo depois com dois colegas e foi ao encontro dela para cumprimentá-la. Neste momento, os rapazes que estavam como a suposta amante acharam que o PM “estava dando em cima” da testemunha. Iniciou-se uma confusão entre eles, com empurrões e puxões de camisetas por parte de ambos os grupos.

Um dos rapazes teria dado um soco no rosto de Carlos Eduardo, derrubando os óculos de grau dele. Em seguida, houve uma confusão generalizada no estabelecimento. O segundo sargento avançou sobre o agressor e fez um disparo, segundo a mesma testemunha. Ela não viu no momento se o tiro havia acertado alguém, mas se deparou com a vítima ferida logo depois.

Com informações do Portal Metropole

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