Top Ads

header ads

Em entrevista, Ivan Claudino comenta a atual situação política de Crateús

Ivan Claudino. Foto: arquivo pessoal
O ex-candidato a Prefeito de Crateús, Ivan Claudino, relembrou um pouco de sua trajetória política ao responder questionamentos do repórter Nathan Loyola nesta quarta-feira (07).

O político é um dos nomes lembrados quando se fala em alternativas a concorrer em eleições municipais.

O crateuense, que atualmente reside no estado do Rio Grande do Norte, como candidato já chegou a atingir 17 mil votos no ano de 2012, concorrendo ao cargo de prefeito.

Confira a entrevista com Ivan Claudino:

Após as eleições de 2016, quais rumos o senhor tomou?

Voltei para minha atividade profissional, pois como todos sabem, sou auditor federal lotado na Controladoria geral da União – CGU no Estado do RN, pois havia me licenciado para participar da campanha. Terminadas as eleições e findada a licença retornei ao meu posto de trabalho, onde estou até hoje.

Fale um pouco sobre suas raízes em Crateús

Sempre tive um processo de vivencia e convivência com todos meus conterrâneos. Sempre tive uma militância a serviço do próximo. Desde muito jovem participei ativamente dos movimentos políticos da cidade. Desde a luta pelas anistia, diretas já, para a redemocratização do país. Também quando estudante, fui fundador e primeiro presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Regina Pácis.
Na área social e comunitária, fundei juntamente com amigos interessados na causa da inclusão, a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Crateús - ADESC, dedicando-me à formação de grupos de produção para geração de renda para centenas de famílias. Fui seu primeiro presidente e dela surgiram as diversas associações comunitárias hoje existentes no Município. Ressalte-se que grande parte de minha família, a quem eu visito periodicamente, residem na sede ou no interior do município de Crateús.

Porque decidiu entrar na política?

Porque a política é o meio mais eficaz, quando bem direcionada, para servir a comunidade. Desta forma, como sempre alimentei a esperança de fazer algo grandioso em prol da minha comunidade, minha terra natal, ingressei como membro ativo na política partidária desde cedo.

Você já disputou quantas eleições?

Como militante participei de todas as campanhas desde 1978 até agora. Como candidato disputei as eleições em 1992, 2012 e 2016.

O você pretende disputar eleições futuras ou apoiar algum candidato em Crateús?

Quanto ao futuro sempre é difícil fazer previsões. Como se diz no popular: “o futuro a Deus pertence”. Mas sempre fui e sou uma pessoa aberta e disposta a encarar desafios.

O que o você tem achado do atual momento político de Crateús?

O atual momento de Crateús revela aquilo que eu sempre sinalizei durante as minhas duas últimas campanhas: a necessidade de se mudar os costumes políticos do município e trabalhar com um grande projeto que possa definitivamente transformar a face e a realidade do município. Portanto, estes desafios continuam no momento atual. Os eleitos não foram capazes de, pelo menos, minimizar este quadro.

Nas eleições, seus opositores argumentavam que como você não morava em Crateús, não poderia ser um bom gestor por não residir na cidade. Porque você não concorda com essa tese?

Esta questão já foi exaustivamente explicada. Representa uma falta de argumento ou de propostas concretas dos candidatos. Mas volto, nesta oportunidade, a explicar novamente: saí de Crateús, como grande parte dos seus filhos, que foram tangidos pela busca de novas oportunidades e de crescimento no trabalho. Por tudo isso é que não resido na cidade, pois hoje exerço um cargo público de Auditor na CGU. Dessa forma sou ligado institucionalmente a este órgão que me transfere para distintas paragens e que, infelizmente, não tem uma sede em Crateús. Tem apenas nas capitais dos Estados. Então eu, como qualquer outro servidor, percorro este itinerário. Isto, no entanto, não significa dizer que eu tenha cortado os laços e raízes que me ligam com minha terra natal. É interessante registrar que os ex-prefeitos mais recentes de de Crateús, todos residiram por algum tempo fora de Crateús: Zé Almir, Nenzé, Paulo Nazareno, Carlos Felipe, Mauro Soares. A exceção do atual prefeito, todos os demais residiram fora, nem por isso perderam os laços e a sintonia com o Município. Então, repito, é um argumento falacioso. Não residir em Crateús por força do meu trabalho, não me torna nem mais nem menos Crateuense do que os demais.

Em qual eleição você se sentiu mais próximo de ser prefeito de Crateús?

Em 2012, quando obtive mais de 17 mil votos, representando toda a oposição contra a forma arcaica vigente de fazer política e enfrentando toda a estrutura do poder local.

Você pretende voltar a morar em Crateús?

É claro que se eu pleiteei a chefia do executivo municipal, estava implícito nesta missão, também o meu desejo de voltar a residir em Crateús. Afora isso, só numa eventual aposentadoria possibilitaria isso, uma vez que hoje me encontro vinculado institucionalmente a CGU no Estado do Rio Grande do Norte.

Com que declaração o senhor gostaria de encerrar esta entrevista?

Primeiro, de agradecimento e apreço a este órgão de comunicação que me acionou para responder a estes questionamentos. Segundo, gostaria de dirigir uma palavra a toda população de Crateús para dizer que aquelas motivações todas e os desejos de cultuar os valores essenciais de um ser humano, da honestidade, do trabalho, do respeito ao próximo, da dedicação ao bem coletivo, que são os valores que guiam a minha trajetória de vida eles se mantem vivos, se mantem pulsantes como nunca. Assim, espero que aquela chama que acedemos junto ao povo de lutar por uma política baseada em novos valores; em que os secretários das diversas pastas sejam escolhidos por lista fornecida pela própria categoria; que se faça uma gestão macro - grande de verdade - que é o sonho da grande maioria dos Crateuenses, permaneça sempre vivo nas nossas mentes e corações, sem ter que se render à politicagem miúda.

Tenho certeza que um dia nossa cidade vai se reencontrar com estes valores e encontrar o seu verdadeiro caminho. Crateús ainda vai sentir e viver o seu verdadeiro ideal. Vai ser espelho administrativo para outras cidades e resgatara sua posição de capital desta região. Este é o meu sonho e estarei sempre disposto a lutar para que isso venha a acontecer.

Repórter: Nathan Loyola